Práticas estratégicas para requalificação dos espaços

As características espaciais de um ambiente emitem informações a nossos sentidos e afetam a maneira como nos relacionamos a ele, se tornando importantes aliadas na promoção de uma melhor qualidade de vida.

 

 

Uma nova arquitetura para novos tempos

 

A psicologia ambiental é uma área de pesquisa focada nas implicações psicológicas que os espaços provocam no comportamento humano de forma geral. Desde seu surgimento, vem se consolidando como uma importante ferramenta de projeto que leva arquitetos e designers a tomarem decisões mais precisas e planejarem espaços mais adequados às demandas de seus usuários.

 

Com o Covid-19, a arquitetura que sempre esteve em constante mudança, encontrou novas oportunidades na requalificação de espaços, como uma maior inserção de espaços dedicados ao trabalho remoto nas residências e o protagonismo da prática de design biofílico.
 

 

Requalificação dos espaços

 

Nos ramos de arquitetura e design de interiores sempre se buscou a requalificação dos espaços, principalmente a partir da década dos anos 90 devido a grande valorização de espaços com reuso ou readequação. Aproximadamente nessa época, foi quando começou a se trabalhar com os temas vintage e retrô. 

 

Não se tratava de um movimento meramente estilístico, era também econômico, comportamental e de identidade. No mundo pós pandemia terão muitas solicitações de requalificação de espaços, uma vez que com o trabalho remoto as empresas perceberam que toda a sua espacialidade talvez não seja efetivamente tão necessária. 

 

Além de pensar em estratégias que incitem o desejo ao retorno, será que o espaço deve permanecer o mesmo ou se tornar diferente? Até então, tínhamos um movimento econômico, comportamental e agora temos o da identificação, como posso produzir uma memória afetiva ao local?

 

 

Perfil do novo consumidor e identificação

 

Devido ao coronavírus, um novo cenário passou a ser desenhado, surgindo uma nova perspectiva de mercado. Houve uma disrupção no modo de trabalhar que causou uma quebra de barreiras, e com o home office estão passando mais tempo em casa, e atentando-se a necessidades não antes percebidas, como a maior comodidade de certos ambientes.

 

Consequentemente, ao buscar um melhor relacionamento com esses espaços que passaram a desagradar, estão mais sujeitas à modificações na decoração, acabamento, pintura e móveis. Essa questão também pode refletir no ambiente corporativo, que com o objetivo de evidenciar a memória afetiva de seus colaboradores, se tornarão mais personalizados. 

 

Em termos de arquitetura, a boa entrada de luz natural e a ventilação cruzada passa a ser mais valorizada. Já os profissionais com domínio em neuroarquitetura e neurodesign sentirão-se mais à vontade para atender essa nova demanda de mercado, que passou a perceber suas reais necessidades do espaço que convive.

 

 

Design Biofílico como resposta na requalificação dos espaços 

 

O design biofílico sempre existiu, e agora ganha um caráter de protagonista. Mesmo não existindo uma receita exata devido às diferenças de climas e espaços, por exemplo, é possível dividir suas estratégias pela forma que serão trabalhadas:

 

  • estratégias diretas: espaços abertos, com grandes janelas e possibilidades de uma interação maior com o meio ambiente serão trabalhados com o aproveitamento de luz natural, ventilação natural e a presença de vegetação;

 

  • estratégias indiretas: em espaços fechados, lacrados, trabalhar com texturas, padrões, elementos e figuras impressas de elementos naturais. Compondo um ambiente que psicologicamente traga uma experiência semelhante ao natural.

 

Telas tensionadas e a Requalificação dos espaços

 

As telas iluminadas são capazes de ressignificar espaços, inclusive ambientes hospitalares

 

Em uma copa que não possui vista para rua, ao colocar uma tela iluminada com a imagem de Nova Iorque vista da mesma altura já muda o ambiente por completo. O cérebro humano sabe que não é real, mas mesmo assim o local ganha um outro significado. 

 

Tela tensionada simulando um ambiente aberto e arbóreo

 

Com o home working, as pessoas acostumaram-se a produzir em casa. Durante a volta ao presencial, é comum que haja certa estranheza, uma vez que é um ambiente totalmente diferente do que tinham se habituado. Uma proposta interessante é tentar se aproximar do ambiente caseiro com uma decoração feita por telas tensionadas.

 

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Se interessou? Você pode conferir essas e outras dicas na gravação da nossa live Práticas estratégicas para requalificação de espaços, que contou com a presença de Catharina Macedo, Lorí Crízel e Míriam Runge, e já está disponível!

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